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Friday, October 13, 2006

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iN ABRUPTO (Leiam até ao final que vale a pena)
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Já que se está a discutir a questão de Salazar como "grande português", o que ele fez e o que ele deixou de herança, vale a pena combater a falta de memória (e de saber...) que domina o nosso espaço público, publicando alguns documentos originais e inéditos sobre o principal mecanismo de conformidade do Estado Novo, a censura. A censura definia como se podia pensar e quais os limites ao que se podia dizer. E a PIDE assegurava que uma atmosfera de medo estava presente nesses limites. A combinação foi particularmente eficaz e teve longo tempo para se consolidar e "formatar" tudo. Não tem comparação com nenhum país europeu do século XX quer na forma, quer no conteúdo e talvez apenas na continuidade possa ser comparada à URSS.
Os exemplos que publicarei no Abrupto terão origem no boletim confidencial dactilografado da Direcção Geral dos Serviços de Censura à Imprensa - Boletim Diário de Registo e Justificação dos Cortes e serão por regra apenas da secção "Questões de ordem moral". O exemplo de hoje é de 31 de Agosto de 1935:
h
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Sublime

1 Comments:

At 6:50 PM, Blogger Andreia do Flautim said...

llooll

Achei piada à parte das conchas!

 

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